Em sua 4ª edição, o Fórum Varanda da Amazônia coloca essas mulheres no centro da conversa. Amazônia: Substantivo Feminino é um convite para reconhecer o protagonismo feminino como força essencial para pensar sustentabilidade, desenvolvimento e transformação na região.
Em Belém, diferentes vozes se encontram para compartilhar experiências, conhecimentos e perspectivas sobre uma Amazônia pensada, vivida e transformada por mulheres.
A Varanda é um chamado: transformar a escuta em ação e garantir que a força feminina que já sustenta a Amazônia ocupe, de fato, os espaços de decisão sobre o próprio futuro da região.
Esse painel inaugural reúne lideranças indígenas, quilombolas e mulheres de diferentes territórios amazônicos para falar sobre pertencimento, corpo e ancestralidade. É o ponto de partida do Fórum: entender que a força da Amazônia começa na relação entre as mulheres e a terra que elas habitam, cuidam e protegem há gerações.
Jornalista, escritora, palestrante e criadora de conteúdo digital brasileira que ganhou grande relevância nas redes sociais por promover o “jornalismo de reflexão”, focado em análises culturais e na defesa apaixonada da cultura do Pará e da região Norte.
Cantora, atriz e ativista cultural nascida em Belém do Pará, iniciou carreira em meados da década de 1970. É criadora da Varanda de Nazaré e do Fórum Varanda da Amazônia. Reconhecida como Embaixadora da Amazônia e porta-voz da cultura paraense, utiliza sua visibilidade para articular arte, democracia e justiça climática.
Uma das principais vozes quilombola paraense e da justiça climática no Brasil. Atua como Coordenadora Executiva da Malungu e integra a coordenação nacional da CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas).
Uma renomada socióloga, escritora e cientista paraense, amplamente reconhecida como uma das principais intelectuais dedicadas a pensar a Amazônia contemporânea. É Professora Emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), instituição onde lecionou por mais de quatro décadas e continua atuando como docente voluntária.
Cientistas, pesquisadoras e guardiãs de saberes tradicionais dividem o palco para mostrar que o conhecimento sobre a Amazônia nasce tanto dos laboratórios quanto das mãos de quem vive na floresta. Esse painel propõe um encontro entre ciência e ancestralidade para pensar soluções reais para o futuro da região.
Pesquisadora/Diretora Executiva do Imazon, prêmio Campeões da Terra da ONU (PNUMA, 2025). Brenda Brito é natural de Belém, advogada, mestre e doutora em Ciência do Direito pela Stanford University (EUA). É Pesquisadora Associada do Imazon, instituição de pesquisa não governamental sediada em Belém.
Pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI), instituição que dirigiu entre 2005 e 2009. Atua como docente permanente nos Programas de Pós-graduação em Ciências Ambientais e em Botânica no Pará. Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Cientista paraense que transforma números em mapas do subsolo da Amazônia. Professora e pesquisadora de Geofísica na UFPA. Lidera o projeto de extensão “Geocientes”, que tira a ciência dos laboratórios e a leva para as comunidades.
Antropóloga, cientista, ativista e importante liderança das mulheres indígenas do Brasil. É mestre e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB). Uma das fundadoras da ANMIGA (Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade).
Da extração sustentável à economia do cuidado, esse painel dá voz às mulheres que alimentam, cuidam e produzem a partir da floresta. É uma conversa sobre como valorizar, na prática, o trabalho de quem já pratica a sociobioeconomia todos os dias.
Comunicadora, ativista de direitos humanos e especialista em políticas públicas ambientais, amplamente reconhecida por sua atuação no Instituto Socioambiental (ISA). Desde 2023, ela exerce o cargo de secretária-executiva do ISA.
Comunicadora, empreendedora social e a fundadora e CEO da Da Tribu, uma aclamada marca paraense de moda e acessórios sustentáveis baseada em Belém. Transforma a moda em uma ferramenta de preservação ambiental e de valorização das comunidades tradicionais da Amazônia.
A AME (Associação de Mulheres Extrativistas do Combú) é formada por mulheres ribeirinhas que atuam na extração e beneficiamento da andiroba, utilizando saberes tradicionais transmitidos entre gerações.
Jovem e aclamada chef de cozinha paraense, proprietária e mente criativa por trás do Celeste localizado em Belém do Pará. Ganhou destaque nacional por sua abordagem inovadora na culinária amazônica, integrando ingredientes nativos tradicionais a técnicas modernas e internacionais.
Empreendedoras e especialistas em inovação discutem como a tecnologia e novos modelos de negócio podem gerar emprego e renda sem abrir mão da floresta em pé. O painel apresenta caminhos concretos para uma economia amazônica moderna e justa.
Advogada, Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação.
É Diretora de Bioeconomia e Inovação na CAAPP, onde atua na gestão e desenvolvimento do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia.
Diretora Executiva do Fundo Casa Socioambiental, que lidera desde 2011. Administradora com especialização em gestão de projetos sociais, terceiro setor e gestão ambiental, trabalha para garantir que recursos filantrópicos cheguem diretamente a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, especialmente mulheres, na linha de frente da proteção ambiental e da justiça climática.
Economista e gestora pública paraense, atual Secretária Adjunta de Bioeconomia da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS-PA). Ela é um dos nomes mais estratégicos do governo estadual na formulação de políticas ambientais, de desenvolvimento e inovação focadas na região amazônica.
Cozinheira, ribeirinha e empreendedora paraense, pioneira mundial na transformação da vitória-régia em ingrediente gastronômico. Moradora da comunidade do Alto Jari, em Santarém (PA), ela transformou o quintal de sua casa no Dulce Jardim Vitória Régia, um dos principais destinos de turismo de experiência e ecoturismo da Amazônia.
Especialistas em finanças e sustentabilidade explicam como mecanismos como o mercado de carbono e as finanças verdes podem financiar a preservação da Amazônia. Uma conversa direta sobre como transformar o valor da floresta em desenvolvimento real para quem vive nela.
Engenheiro-agrônomo, mestre e doutor em Agronomia e pesquisador da Embrapa Acre. Atua em Ciência do Solo, gestão territorial, sustentabilidade e desenvolvimento socioambiental na Amazônia. Destaca-se pela contribuição na formulação e implementação de políticas públicas estruturantes, incluindo o Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA).
Advogada e atual Secretária Adjunta de Gestão de Águas e Clima da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS-PA). Mestre em Direito do Ambiente e Ordenamento Territorial pela prestigiada Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (Portugal), ela é uma das principais especialistas em regulação ambiental e arquitetura de carbono na Amazônia.
Renomada cientista e atual Coordenadora da Coordenação Espacial da Amazônia (COEAM) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sediada em Belém, no Pará.Com mais de 30 anos de experiência em sensoriamento remoto, ela é a principal autoridade do INPE responsável por gerenciar as equipes e infraestruturas locais que realizam o monitoramento por satélite da Floresta Amazônica.
Artistas e criadoras discutem o poder da narrativa na construção da imagem da Amazônia. O painel de encerramento propõe uma reflexão sobre como a arte e a cultura amazônica podem, finalmente, contar a própria história, em vez de deixar que outros a contem por elas.
Cantora, comunicadora e apresentadora paraense, com carreira construída nos palcos e na televisão. Foi jurada do programa Canta Comigo, da Record, e durante a COP30, em Belém, esteve à frente da TV Casa Brasil, conduzindo conversas sobre cultura, entretenimento e conhecimento. Com a sua voz e a sua presença, amplia o debate sobre a Amazônia e leva a cultura do Norte para todo o país.
Cantora, atriz e ativista cultural nascida em Belém do Pará, iniciou carreira em meados da década de 1970. É criadora da Varanda de Nazaré e do Fórum Varanda da Amazônia. Reconhecida como Embaixadora da Amazônia e porta-voz da cultura paraense, utiliza sua visibilidade para articular arte, democracia e justiça climática.
Psicanalista e comunicadora, com atuação na área de comunicação e projetos do Instituto Liberta, organização dedicada ao enfrentamento da exploração e da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. Seu trabalho é voltado à conscientização, à prevenção e às redes de proteção, com foco na importância do diálogo e da informação para romper o silêncio em torno da violência sexual.
Em suas edições anteriores, o Fórum reuniu mais de 60 painelistas e atraiu um público de 1.200 pessoas para dialogar sobre os grandes desafios da região. Em pleno coração de Belém, sob a atmosfera simbólica do Círio de Nazaré, o evento já se consolidou como um espaço de escuta, encontro e ação em defesa da Amazônia.